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A música gaúcha ecoa mais alto Imprimir E-mail

O nome faz alusão a um grupo de folhas de fumo, homenageando a cultura de Santa Cruz. A intenção é incentivar a produção de músicas nativistas, conseqüentemente propagando a cultura gaúcha. A lista de canções está completa, e as cidades da região mobilizadas para prestigiar o evento. Agora só falta a sua participação na 2ª edição da Manoca do Canto Gaúcho que, depois de dois anos sem acontecer, volta ainda mais popular. Prova disso é o número impressionante de inscrições em menos de um mês: 254, mais que o triplo de interessados em participar da primeira edição. Destas, 12 foram selecionadas para subir ao palco do Dom Alberto na noite deste sábado, às 19h30.

Coube ao instrumentista e professor Tony Saad, ao músico Juliano Javoski e ao poeta Francisco Luiz a árdua tarefa de pinçar as finalistas entre tantas boas composições inéditas. A escolha foi feita em apenas dois dias – 20 e 21 de outubro – e nela se incluíram grandes nomes da música campeira do Rio Grande do Sul.

Eles disputarão troféus e prêmios de mais de R$ 1,6 mil, além de figurarem no CD do evento. Serão apontados os três melhores colocados do festival, o melhor intérprete, a melhor poesia, música mais popular e o melhor instrumentista. Além do concurso, o artista Juliano Javoski e o grupo Recuerdo do Pampa farão o show de abertura e encerramento do evento.

Também no final da noite serão anunciadas algumas informações sobre a próxima Manoca, marcada para 30 de agosto de 2008. “Não fechará um ano até lá. Serão nove meses, nossa primeira gestação, apesar do parto difícil”, brinca Cleiton Santos, membro da Associação Cultural pró-Rio Grande (Aspcur).

É através desta entidade, criada em novembro de 2005, que a Manoca do Canto Gaúcho acontece. O evento ainda é promovido pela Gazeta Grupo de Comunicações, com apoio do Dom Alberto e Prefeitura de Santa Cruz do Sul, e patrocínio de empresas locais. Segundo o presidente da Aspcur, Luciano Iepsen, o festival visa a fortalecer a produção e valorização cultural de temática gaúcha e nativista da cidade e no Estado, bem como inserir o município no cenário cultural nativista gaúcho.

INGRESSOS – Os organizadores acreditam que, a exemplo da outra edição, a Manoca deva atrair público de todo o Estado, já que Santa Cruz é referência na cultura gaúcha. “A cidade é vista de fora como polo nativista, tem o Enart, a Confraria, a Manoca, dentre outras promoções. O pessoal que gosta desse tipo de música foi se juntando, e com a Manoca demos o peitaço. E assim a música nativista só se fortalece”, explica Santos.

De acordo com Paulo Pereira, também da Aspcur, o objetivo da entidade é consolidar edições anuais da Manoca. “Vem nomes consagrados e outros que estão começando. A divulgação das inscrições se propagou rapidamente pelo orkut e MSN. Foi um sucesso pelo Rio Grande do Sul”.

Na grande noite do evento não deverá ser diferente. Quem comparecer ao festival, além de ouvir o que tem de melhor no cancioneiro gaúcho, ainda estará colaborando com entidades carentes de Santa Cruz. Isso porque parte da bilheteria será revertida em brinquedos de Natal. Os ingressos custam R$ 4,00 antecipado (na Farmácia Medicare, Postos Pflug e Multison) e R$ 5,00 no local.

 
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