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Imagine ter um CD com 150 músicas e duração de mais de 10 horas! Ou então encontrar aquela velha música que está fora de catálogo ou se você preferir, copiar sua coleção de CDs para o computador criando assim uma jukebox. Isso é apenas uma amostra do que se pode fazer com o formato que revolucionou o mundo da música: o MP3. Apesar de hoje nós associarmos o MP3 com a internet, esse formato de música começou a ser desenvolvido em 1987, bem antes da internet se tornar popular, por Fraunhofer-Gesellschaft, instituto alemão que desenvolve tecnologias. Apenas em 1992 é que foi aceito a padronização para a compactação da música batizado de "ISO-MPEG Audio Layer-3" ou somente MP3.
A grande vantagem é o tamanho do arquivo. Se extrairmos o som digital de um CD, cada minuto ocuparia 10 megabytes, compactando para arquivo MP3 cada minuto ocupa só 1 megabyte. Para reduzir dez vezes o tamanho, os sons que não são perceptíveis e sensíveis ao ouvido humano, foram retirados, por isso o MP3 não é uma cópia idêntica de uma música de CD, mas não deixa de ter uma boa qualidade. Apenas uma pessoa que tenha ouvidos apurados e um aparelho de som profissional conseguiria distinguir a diferença. Mas o MP3 não seria nada se não fosse o Napster, programa criado por um estudante americano em 1999, que permitia a troca de música pela internet. Com arquivos pequenos foi possível o compartilhamentos das músicas. Foi ai que a revolução começou, e não parou de crescer, de tal forma que chegou a incomodar as gravadoras que lutaram contra a troca de música, alegando que prejudicaria os direitos autorais. Depois de um processo judicial, o Napster foi derrubado, mas outros programas o substituíram como o Audiogalaxy, que serviu por um bom tempo e agora o serviço é pago e com isso todos os usuários desapareceram. A prática de troca ainda continua, firme e forte, e o Kazaa é um dos preferidos. Apesar das gravadoras considerarem a prática ilegal, a troca seria como gravar uma fita com alguma música tocando na rádio. E se a venda de discos caiu, não é por causa do MP3, pelo menos não aqui no Brasil, e sim pela pirataria de CDs. Muitas pessoas não deixam de comprar o CD original de seus artistas preferidos para terem em sua coleção. Apenas para ilustrar, uma recente pesquisa feita por um instituto americano demonstra que 73% dos americanos baixam músicas apenas para terem uma amostra antes de comprar o CD. Outros optam por algumas músicas porque não querem comprar o CD completo e há aqueles que baixam músicas que não são encontradas facilmente nas lojas. A solução é a venda de música por faixas pela internet. No Brasil, existe o site Imusica que vende música de artistas nacionais. Neste site também tem uma seção onde você pode baixar uma música gratuitamente e ouvir por até 15 dias. Players Antes ouvir o MP3 ficava restrito apenas ao computador. Mas hoje existe uma infinidade de tocadores e fabricantes. Há dispositivos portáteis do tamanho de um isqueiro como o Muvo da Creative, que armazena a música em sua memória. Outros usam CDs graváveis ou disco rígido interno. Os últimos modelos de aparelhos de DVD e alguns CD players para carro também reproduzem este formato. Isso quer dizer que o MP3 está deixando o computador apenas para a troca e a gravação de músicas e buscando outros ambientes além de ter aumentado as vendas de gravadores de CDs, que sem eles não seria possível levar o MP3 para qualquer lugar. Enquanto que as gravadoras lutam contra o download de música pela internet, fabricantes como a Sony e a Philips já tem sistemas de gravação que permitem até 100 horas de música. O sistema da Philips utiliza DVD gravável e pode ser tocado em um player de DVD portátil. O autor é estudante do curso de Logística - Fatec JAHU Márcio José Romão da Silva -
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